Empresa celebrou novos negócios, aumento do interesse de profissionais da saúde e evolução do debate sobre Cannabis medicinal no Brasil
A participação da Revivid Brasil na Cannabis Medical Fair 2026 foi marcada por encontros, novos negócios e pela percepção de que o mercado brasileiro de Cannabis medicinal vive um momento de amadurecimento.
Para a equipe da empresa, a feira evidenciou uma mudança importante no perfil do público e no nível das discussões sobre o tema.
Segundo Liane Pereira, e representante da Revivid Brasil uma das pioneiras da luta pelo acesso à Cannabis medicinal no país, o evento superou as expectativas da equipe.
“Foi um momento de integração entre os membros da equipe e também com os demais setores do mercado. Trouxe muitos conhecimentos, muitos encontros e muitos contatos novos. Valeu muito a pena participar”, afirma.
A percepção positiva foi compartilhada por Thais Saraiva, atleta e também representante da Revivid Brasil. Para ela, o crescimento do evento reflete a própria evolução do mercado brasileiro de Cannabis medicinal.
“A Revivid está na Cannabis Fair desde a primeira edição e tem sido maravilhoso ver a evolução do evento, do mercado, da regulação e do cenário como um todo. Mesmo com os vários desafios que ainda precisamos transpor, como a barreira do preconceito e do racismo, a planta segue firme como alternativa de reparação social, saúde e dignidade.”
Profissionais da saúde em busca de conhecimento
Um dos aspectos que mais chamou a atenção de Liane nesta edição foi o crescimento da participação de médicos e cirurgiões-dentistas interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre Cannabis medicinal.
“É o terceiro ano que participo da Cannabis Medical Fair e, desta vez, chamou muito a atenção o número de profissionais da área médica e odontológica querendo aprender e conhecer mais sobre o tema”, relata.
Para ela, esse movimento demonstra que a Cannabis deixou de ser vista apenas como uma alternativa terapêutica de nicho e passou a ocupar um espaço cada vez mais consolidado dentro da prática profissional.
“Estamos vendo pessoas interessadas em trabalhar com os produtos de Cannabis, em entender os tratamentos e atuar nesse mercado. Isso mostra uma profissionalização muito importante do setor.”
A percepção foi reforçada por Thais, que observou uma procura crescente por informações técnicas e científicas durante a feira.
“A gente sentiu uma procura bem maior de médicos interessados em se informar sobre prescrição, importação, qualidade dos produtos e por novos canabinoides, como CBG, THCV e CBN. Foi impressionante ver o interesse e a abertura cada vez maior para o tratamento com Cannabis.”

Thais Saraiva, representante da Revivid.
Para a equipe da Revivid, esse movimento demonstra não apenas a expansão do mercado, mas também uma busca cada vez maior por qualificação profissional e atualização científica em torno da medicina canabinoide.
Além do CBD
Outro ponto destacado por Liane foi a ampliação do conhecimento sobre os diferentes compostos da planta.
Presente na causa desde 2015, ela lembra que, no início, praticamente todas as discussões giravam em torno do canabidiol (CBD). Hoje, o cenário é diferente.
“Não existe mais só o CBD. Hoje vemos produtos chegando com CBG, CBN, THCV e outros canabinoides. É uma evolução muito grande em relação ao que existia há alguns anos”, relatou Liane.
A representante da Revivid acredita que esse avanço reflete tanto o crescimento da ciência quanto o amadurecimento do mercado brasileiro. Essa tendência também foi percebida no interesse do público pelos lançamentos apresentados pela empresa durante a Cannabis Medical Fair.
“Os nossos novos blends foram a sensação. O Up Lift, com bastante CBN (Canabinol), o Relax, misturando CBC (Canabicromeno), e o Energy, com tetrahidrocanabivarina (THCV)”, conta Thais.
Segundo ela, o interesse pelos produtos demonstra que pacientes e profissionais estão cada vez mais atentos às particularidades dos diferentes canabinoides e às possibilidades terapêuticas que surgem a partir de formulações mais específicas.
Um novo momento para a Cannabis no Brasil
As conversas realizadas durante a feira reforçaram a percepção de que o debate sobre Cannabis medicinal alcançou um novo patamar no país.
Segundo Liane, profissionais de diferentes áreas — incluindo médicos, advogados e empresários — demonstraram interesse não apenas pelos tratamentos, mas também pelas oportunidades de atuação no setor.
“Conversando com colegas, empresas e profissionais, a gente percebe que estamos em outro momento. O debate evoluiu muito e estamos olhando para o futuro.”
A trajetória de Liane se mistura com a própria história da Cannabis medicinal no Brasil. Mãe de Carol, diagnosticada ainda bebê com uma condição neurológica grave e crises convulsivas de difícil controle, ela viu a vida da filha se transformar após o início do tratamento com Cannabis em 2016.

Liane e sua filha Carol
A melhora clínica de Carol levou Liane a se tornar uma das vozes mais atuantes da causa, participando de discussões legislativas, eventos do setor e iniciativas voltadas à ampliação do acesso ao tratamento.
“Eu me sinto parte desse processo e dessa caminhada. Ver essa evolução mostra que estamos no caminho certo.”
Para Thais, o cenário atual representa uma nova fase de crescimento para a Cannabis medicinal no Brasil. Embora reconheça que ainda existam desafios regulatórios, sociais e culturais a serem enfrentados, ela acredita que o avanço do conhecimento e a experiência dos pacientes vêm impulsionando transformações importantes.
“O momento atual é um novo boom. Desde 2022 no evento a gente consegue ver cada vez mais abertura. Apesar de muita coisa errada e atrasada, muita gente fazendo mais do mesmo e muita luta pela frente, a vida não para e o mercado também não.”
Ela destaca que a disseminação das experiências positivas dos pacientes tem sido um dos principais motores desse crescimento.
“Quem tem dor tem pressa e quem vê resultado quer propagar. É um círculo do bem que não vai parar até que nossa planta possa estar no quintal de todos e que nenhuma mãe ou familiar seja julgado por tratar seus filhos ou sua família.”
A força feminina no movimento
Entre os aprendizados que a feira deixou, Liane destaca a importância da união entre os diferentes atores que compõem o ecossistema da Cannabis medicinal.
“Na feira não existem ramos diferentes. Todos estão lá por um mesmo ideal. A troca e as conversas geram aprendizado para todos.”
Ela também ressalta o protagonismo feminino dentro da Revivid e do próprio movimento da Cannabis medicinal.

Criada por uma mulher e conduzida diariamente por outras mulheres, a empresa reflete uma realidade que se repete em diversas frentes da luta pelo acesso à Cannabis no Brasil: mães que transformaram a busca por tratamento para seus filhos em um movimento coletivo de informação, acolhimento e mudança social.
“A força da mulher é muito importante nesse setor. É muito bonito olhar para tudo o que já construímos como equipe e perceber o quanto ainda temos para crescer.”
Para Thais, essa identidade feminina está presente na essência da própria empresa: “A Revivid é isso, uma empresa de essência feminina, como a flor: múltipla, essencial, milenar, curativa, voltada para o cuidado, para as trocas e para o amadurecimento.”
Ela acredita que esse posicionamento ajuda a explicar a conexão construída com pacientes, familiares e profissionais que visitam o estande da empresa a cada edição da feira.
Olhando para 2027
Com resultados positivos, novos contatos e perspectivas de negócios, a Revivid Brasil encerrou sua participação na Cannabis Medical Fair 2026 com a sensação de que o mercado brasileiro segue avançando em direção a uma maior profissionalização.
Para Liane, o crescimento do interesse de profissionais da saúde, empresários e pacientes é um sinal claro de que a Cannabis medicinal está deixando de ser um tema periférico para ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro da saúde brasileira.
“Foi muito legal ver esse aumento do interesse. Isso mostra que estamos construindo um futuro muito promissor para a Cannabis medicinal no Brasil.”
Na visão da equipe da Revivid, o futuro do setor passa pela ampliação do acesso, pelo fortalecimento da informação de qualidade e pela quebra de barreiras que ainda limitam o debate público sobre a Cannabis.
“A Cannabis traz qualidade de vida para muitos e está na hora de trazer o debate para todo cidadão e quebrar essa barreira que nos separa dos nossos direitos fundamentais, como o acesso à saúde e à liberdade”, conclui Thais.
Inicie seu tratamento
O uso medicinal da Cannabis já está regulamentado pela Anvisa desde 2014. Médicos, cirurgiões-dentistas e médicos veterinários – com registro profissional ativo – estão aptos a prescrever fitocanabinoides (moléculas medicinais da Cannabis).
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