Canabinoide não psicoativo mostra efeitos promissores em estudo pré-clínico
Um estudo científico publicado em outubro de 2025 na revista Pharmaceuticals investigou os efeitos do canabigerol (CBG) como potencial agente terapêutico para o tratamento da dor neuropática, um dos tipos mais complexos e difíceis de controlar.
A pesquisa foi conduzida em modelos animais e se debruçou sobre uma condição debilitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo
O que é a dor neuropática?
A dor neuropática é um tipo de dor crônica causada por lesões ou disfunções no sistema nervoso, especialmente nos nervos periféricos ou na medula espinhal.
Diferente da dor causada por um ferimento recente ou inflamação aguda, a dor neuropática persiste por longos períodos e pode ser descrita como queimação, choque elétrico ou pontadas persistentes.
Ela está associada a condições como lesão de nervos, neuropatias diabéticas, pós-herpéticas (após o herpes zóster), entre outras manifestações que prejudicam significativamente a qualidade de vida.
Essa dor é de difícil controle com medicamentos tradicionais e frequentemente requer tratamentos especializados, pois nem sempre responde bem a analgésicos comuns.
Sobre o canabigerol (CBG)
O canabigerol (CBG) é um entre os mais de 100 fitocanabinoides presentes na planta de Cannabis. Ele não possui efeito psicoativo, associado ao uso recreativo da planta, e está presente em quantidades geralmente menores do que outros canabinoides mais conhecidos, como o THC (tetrahidrocanabinol) ou o CBD (canabidiol).
Estudos recentes mostraram que ele interage com diferentes sistemas do corpo, incluindo receptores que modulam a percepção da dor, a inflamação e a resposta do sistema imunológico.
Principais descobertas do estudo
A pesquisa testou moléculas enriquecidas com CBG em modelos animais de dor aguda e dor neuropática crônica, incluindo roedores submetidos a ligadura de nervo espinhal, um método experimental que simula lesão nervosa e leva à hipersensibilidade à dor.
Os resultados do estudo indicam que o CBG administrado por via oral foi eficaz na redução significativa da dor, tanto em testes de dor aguda quanto em modelos crônicos.
Em animais com lesão nervosa, o composto foi capaz de reduzir a hipersensibilidade térmica e mecânica, sintomas característicos desse tipo de dor.
Os pesquisadores também sugerem que o efeito analgésico observado está relacionado à modulação do receptor canabinoide tipo 2 (CB2), componente do sistema endocanabinoide envolvido no controle da dor e da inflamação.
Esses efeitos sugerem que o canabigerol pode oferecer benefícios efetivos no alívio da dor crônica associada a lesões nervosas — um campo terapêutico de grande necessidade clínica, já que muitas pessoas afetadas por dor neuropática não respondem bem aos tratamentos convencionais.
Novas fronteiras terapêuticas
Além do potencial analgésico, pesquisas anteriores e revisões científicas indicam que o CBG pode ter propriedades anti-inflamatórias, neuroprotetoras e até antibacterianas.
Embora a maior parte desses dados ainda venha de estudos pré-clínicos em animais ou culturas celulares, as evidências acumuladas reforçam o interesse crescente dos pesquisadores em explorar o canabigerol como alternativa terapêutica promissora em várias condições de saúde.
Nesse contexto, o estudo publicado na Pharmaceuticals reforça o CBG como um canabinoide de destaque entre os menos estudados, com potencial real de desenvolver novos caminhos no tratamento de condições complexas como a dor neuropática.
Embora os resultados em modelos animais sejam promissores, ensaios clínicos em humanos ainda são necessários para confirmar a eficácia, dosagens ideais e segurança do canabigerol como medicamento analgésico.
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