Evento marca avanço da regulação, leva a Cannabis ao agro e aponta o cânhamo comvetor de bioeconomia no país.
Começa amanhã, em São Paulo, a ExpoCannabis Brasil 2025, maior evento do país dedicado à cultura canábica.
O evento acontece durante todo o fim de semana, de sexta a domingo, reunindo uma programação intensa com palestras, painéis, shows, ativações culturais e dezenas de estandes com marcas nacionais e internacionais.
Com o tema “Cultivar para florescer”, a feira acontece em um momento decisivo para o setor: depois da recente decisão do STJ, que determina a regulamentação do cultivo, e em meio à crescente pressão por marcos regulatórios mais claros, o país se vê às portas de um novo ciclo econômico, científico e social.
“Quando escolhemos este tema, pensamos exatamente no momento que o Brasil vive. Hoje, o que precisamos cultivar é, antes de tudo, segurança jurídica. O setor só vai florescer plenamente quando tivermos uma regulamentação clara para o cultivo medicinal e industrial.”, afirma Larissa Uchida, CEO da ExpoCannabis Brasil.
Cannabis ganha espaço no agronegócio
A programação do evento reflete essa virada. Uma das grandes novidades é a ampliação da área dedicada ao cultivo e ao agronegócio, fortalecendo as pontes entre saúde, ciência e produção agrícola.
O evento já começou com força total nesta quarta-feira (12), com a realização do Cannabis Business Hub, braço B2B da feira, que contou com a presença de instituições como a Embrapa, o INTA Argentina e a Secretaria Estadual de Agricultura de São Paulo.
“A presença dessas instituições é simbólica e prática ao mesmo tempo. Mostra que a Cannabis finalmente entrou na agenda séria, técnica e produtiva do Brasil, e que estamos deixando de falar só de produto final para discutir cadeia produtiva, genética, manejo, produtividade por hectare e bioeconomia”, comenta Larissa.
O cânhamo como planta-símbolo da bioeconomia
Além do potencial econômico, o cânhamo se destaca por suas propriedades sustentáveis. A planta é uma das que mais sequestra dióxido de carbono da atmosfera, podendo absorver até 15 toneladas de CO₂ por hectare.
Seu cultivo também contribui para a regeneração do solo, rotação de culturas e pode substituir materiais altamente poluentes como plástico, papel, têxteis sintéticos e até materiais de construção.
Essas características fazem do cânhamo um aliado estratégico na transição para uma economia verde, especialmente em um momento onde o Brasil se prepara para sediar a COP30 e assumir um papel mais ativo na agenda climática global.
“Também precisamos cultivar conhecimento técnico. O cânhamo é uma planta de aplicações múltiplas, mas exige manejo adequado, genética específica e tecnologia agrícola”, completa Uchida.
Expectativas para o evento
O evento deste ano é, nas palavras da CEO, o mais importante da história da feira. Ele funciona como ponto de articulação entre os diferentes setores envolvidos na cadeia canábica, da saúde ao agronegócio, passando por tecnologia, ciência e políticas públicas.
O Brasil já conta com mais de 670 mil pacientes em tratamento com Cannabis medicinal — a maioria deles dependente da importação, o que encarece o acesso.
A produção nacional é urgente e tem potencial de alavancar não só a inclusão social e o acesso à saúde, mas também gerar emprego, inovação e protagonismo internacional.
Por fim, apesar do avanço, Larissa reforça que o Brasil ainda está apenas preparando o solo:
“A normalização não é o fim da jornada — é o começo. Cultivar para florescer é um chamado para todas as pontas da cadeia. O setor só floresce se trabalharmos juntos — e a ExpoCannabis Brasil existe justamente para isso: conectar quem faz, quem pesquisa, quem regula e quem investe.”
Inicie seu tratamento
O uso medicinal da Cannabis já está regulamentado pela Anvisa desde 2014. Médicos, cirurgiões-dentistas e médicos veterinários – com registro profissional ativo – estão aptos a prescrever fitocanabinoides (moléculas medicinais da Cannabis).
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